segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PARE DE RECLAMAR



Recebemos este texto da nossa querida aluna Amélia Koch, gostamos tanto, que resolvemos compartilhar.

Aproveite a semana!!!


Pare de reclamar! Por Ômar Souki

Tente ficar um dia todo sem reclamar. Vai ver que não é fácil. Vai atravessar a rua e aquele motorista mal-educado quase lhe atropela. Reclama! Depois do almoço vai tomar o café do restaurante de comida a quilo e sente que, além de frio, está açucarado. Reclama! Liga para o celular de sua esposa, dá caixa postal. Reclama! Chega em casa e não consegue colocar o carro na garagem porque as crianças esparramaram brinquedos por toda a parte. Reclama! Entra em casa e escuta o filho reclamando que sua filha está demorando muito no chuveiro. Chega a conta de luz e você reclama! Como não reclamar? Por que não reclamar?

Will Bowen, no livro Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas (Editora Sextante) nos mostra que, quando paramos de reclamar, nossa vida muda. Garante que se conseguirmos ficar 21 dias sem reclamar, teremos uma melhora considerável em nossa qualidade de vida: menos dor, mais saúde, relacionamentos satisfatórios, um trabalho melhor, mais serenidade e mais alegria de viver. Bowen afirma que a reclamação pode ser considerada como uma epidemia, por isso não devemos nos assustar com a quantidade de vezes que reclamamos durante o dia. Mas, isso atrapalha o nosso desenvolvimento pessoal e nossos relacionamentos. Reclamar é focar nas coisas que não queremos. É falar sobre o que está errado. Se concentrarmos a nossa atenção nas coisas que não queremos, elas aumentam de tamanho e de frequência. Quando nos queixamos, nos detemos naquilo que não é como gostaríamos que fosse. Verbalizamos e reforçamos situações negativas. Nossas palavras refletem nossos pensamentos e nossos pensamentos determinam a nossa vida. Portanto, cada um de nós está constantemente criando a sua própria experiência. Em suma, colhemos o que plantamos. Quanto mais reclamamos, mais problemas colhemos. Como mudar essa tendência?

O autor sugere que devemos eleger um objeto como indicador de nossas reclamações. Por exemplo, se usarmos anel, devemos mudá-lo de dedo, toda vez que reclamarmos. Eu mudo minha aliança do dedo anular da mão esquerda para o dedo mínimo da mão direita, quando reclamo. (Por que para o dedo mínimo? Por que os dedos de minha mão direita são mais grossos do que os da esquerda). E depois retorno a aliança para a mão esquerda. Mas você pode escolher outro objeto. Se for mulher, pode usar o prendedor de cabelo como indicador e mudá-lo de lugar. Ou, se permanecer muito tempo em seu escritório pode mudar de lugar algum objeto que esteja em cima de sua mesa de trabalho, como um porta retratos, um porta canetas, etc.

Determinamos um dia e começamos o exercício. A meta é ficar 21 dias sem reclamar. Depois disso teremos nos habituados a uma vida isenta de queixumes e desfrutaremos de seus inúmeros benefícios. Mas até conseguir ficar 21 dias sem reclamar leva muito tempo. Pode demorar meses. Eu estou praticando esse exercício há 3 semanas e o máximo que já consegui foram dois dias sem reclamar. Ontem, sábado, eu estava indo muito bem até à hora do almoço, quando escutei um carro passando e buzinando insistentemente. Reclamei do barulho desnecessário, fui até a janela, e vi uma camionete com o Pai Noel distribuindo balas para as crianças, que faziam a maior algazarra. Logo me dei conta que tinha que recomeçar hoje novamente. Hoje tive várias oportunidades para reclamar, mas não o fiz. O almoço em casa, atrasou, mas eu não falei nada. Em vez de reclamar fui até a internet e imprimi um documento importante que vou precisar durante a semana. Assim que acabei de imprimi-lo o almoço ficou pronto. O fato de eu não ter reclamado preservou o clima de harmonia que reinava em nosso lar. Almoçamos em paz, minha esposa e meus dois filhos. Mas, se eu tivesse reclamado, nem por isso o almoço teria saído mais cedo. Além disso, uma reclamação poderia ter magoado a minha esposa que estava se empenhando em preparar algo especial para o dia de hoje. Fiquei feliz por não ter me queixado de nada.

Não sei quando conseguirei a vitória, isto é, ficar 21 dias consecutivos sem reclamar. Mas percebi que, o simples fato de engajar-me nessa proposta, já me rendeu preciosos dividendos. O exercício se limita ao universo das palavras. Só conta como reclamação aquela que você faz verbalmente. Se reclamar só em pensamento, não precisa recomeçar a contagem. São 21 dias sem verbalizar queixumes. Reclamar em pensamento pode. Isso é quase impossível evitar. Por exemplo, ao chegar em casa e ver que o almoço não estava pronto, eu me queixei, mas foi só em pensamento. Não abri a boca. O que foi uma atitude extremamente saudável. Tenho notado também que, à medida que não verbalizamos nossos queixumes, vamos diminuindo os pensamentos negativos. Enfim, o exercício dos 21 dias sem reclamações reforça o lado positivo de nossa existência. Esse foco positivo é a plantação de tudo que é bom e louvável, nos garantindo uma colheita abençoada!

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